Assim, a Pepsi iniciou um estudo em que pretendia determinar qual das marcas (Pepsi ou Coca-Cola) era melhor ao nível de experiência do consumidor. Este estudo ficou conhecido como "Pepsi Challenge" que comparou directamente as duas marcas, investigando evidencias, baseadas em "blind taste tests", que permitissem reivindicar que os consumidores preferem Pepsi à Coca-Cola.
Caso a Pepsi fosse melhor do que a Coca-cola, então qual a razão para a Coca-Cola vender mais? A resposta foi obtida através de neuromarketing com recurso a Ressonância Magnética (RMN).
A 40 participantes foram oferecidos os ditos refrigerantes, mas sem que os participantes soubessem qual era marca. Quando questionados sobre qual a que tinha melhor sabor, a Pepsi saía vencedora. Além disso, os dados disponibilizados pela RMN demonstravam que durante a degustação existia um estímulo na área do cérebro relacionada com a recompensa.
Contudo, todo este resultado muda drasticamente assim que é dito aos participantes qual a marca do refrigerante que estão a provar. Agora, uma região diferente do cérebro é mais activada e notoriamente a Coca-Cola é a vencedora. Esta região cerebral que é activada está intimamente associada a funções cognitivas como: pensar, julgar, preferências e à memória.
Então, o que se passou?
A diferença entre as duas situações deve-se à imagem de marca dos dois refrigerantes. Os participantes ao conhecerem a marca do refrigerante que bebiam, ainda que sub-conscientemente, pensavam na marca e lembranças e não apenas no sabor. Tal sentimento é capaz de alterar a opinião do consumidor drasticamente.
Assim, este estudo revelou não só que o Neuromarketing é uma mais vali para conhecer a mente do consumidor e que a Coca-Cola apresenta uma imagem mais atrativa, devido a um marketing mais eficaz.

